O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 23/07/2020
É indiscutível o fato que o domínio animal, em um viés têxtil e, sobretudo, alimentício, foi essencial para a sobrevivência da espécie humana e do seu desenvolvimento fisiológico. Dessa forma, ratificado a partir do conceito de “seleção natural”, dado por Charles Darwin, sobressaiu os primeiros humanos na disputa com outro grupo de mesmo ancestral, os neandertais. Nesse contexto, atualmente, o ser humano não vive mais naquelas condições extremas, tendo a ciência e a tecnologia como suportes, o que permite a mudança de hábitos alimentares, principalmente, a favor da natureza que encontra-se no início de uma crise global no qual envolve destruição da natureza e da própria população humana.
Em primeiro lugar, a Neurociência, junto com o estudo de fósseis, comprovou que as diferenças de formas de alimentação entre os “homo sapiens”, que consumiam animais e plantas, e os “homo neanderthalensis”, apenas vegetais, mostraram maior desenvolvimento no cérebro por ter mais entrada de proteínas. Sendo assim, o consumo de carne foi importante no passado, contudo, na contemporaneidade, não se faz mais tão necessário, uma vez que tanto o estudo de nutrientes quanto a tecnologia desse meio permitem uma vida vegetariana de qualidade que demande menos consumismo animal. Visto que, sobretudo, o acesso à carne seja algo mais referente à classes sociais privilegiadas, devido ao alto custo e o extremo consumo como forma de ostentação, que ultrapassa níveis adequados a uma vida saudável. Por isso, a adoção de um novo modelo de vida, com o abandono do consumo tradicional, chama atenção nos dias de hoje e questiona o sistema atual, essencial para uma democracia, além de proporcionar melhora na saúde para si e ao meio ambiente.
Em segundo lugar, a questão polêmica do consumo de animais encontra-se na cultura perpetuada com orgulho e a inflexibilidade do indivíduo em rever seus hábitos. Todavia, chegou-se a um patamar de estresse natural no qual graves sinais do aquecimento global e crise de água já afetam o cotidiano, pois, se há um alto consumo de carne, há alta atividade pecuária, ambiente que precisa de uma excessiva quantidade de água, ainda soltam gases tóxicos que é uma resposta natural do processo de digestão, e prejudicam bastante a atmosfera, ou seja, a subida da temperatura global. Com isso, a cadeia de acontecimentos ocasionam situações, por exemplo, de extensas queimadas como ocorreu na Austrália, em janeiro, catástrofe que obteve consequências econômicas e biológicas gravíssimas
Diante disso, cabe ao Ministério da Saúde incentivar uma alimentação “vegan”, que teriam cartazes em lugares públicos até propagandas televisivas como palco de disseminação de informações sobre a relevância da diminuição do consumo pecuário e a adoção de novos hábitos como solução. Isso tudo para que as consequências ambientais diminuam e o cidadão perceba a importância de suas atitudes.