O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 01/08/2020
O consumo de carne cozida é o hábito alimentar mais notável espécie humana, o preparo da mesma cozida depois da descoberta do fogo foi o que possibilitou nossa diferenciação intelectual dos outros indivíduos do gênero “Homos”, devido ao seu grande valor nutricional desenvolvemos cérebros maiores. No entanto, a produção e o abate de animais geram inúmeros debates na mídia e em circuitos artísticos e intelectuais, é sempre comentado que já não precisamos desse aporte a mais de energia. Nesse viés, devemos debater sobre para produzirmos comida de forma mais ecológica e ética.
Constantemente durante o século XXI se fala das mudanças climáticas. Um dos questionamentos do debate é a principal causa das mudanças e se seria antropogênica - isto é, se é causada pelo homem - ou se trata de um processo natural. Nesse sentido, tudo leva a crer que o principal motivo das mudanças seria a produção alimentícia que despeja inúmeras toneladas de gases causadores do efeito estufa devido às praticas como monocultura plantações do formato de “plantation” e a produção pecuária, sendo a carne bovina a mais custosa, estima-se que para a produção de um quilo de carne de boi gasta-se quinze mil litros de água, enquanto que a carne de aves gasta um terço disso. Esse padrão de consumo leva a um desgaste excessivo do planeta, além de ser eticamente questionável. Portanto, fica claro que se não fosse uma prática tão produtiva economicamente já teria sido rechaçada pelos comitês internacionais de sustentabilidade.
Além disso, urge discutir sobre a ética da produção de carne, tanto a ideia do abate como a produção em si. Diversas religiões filosofias pregam o bom tratamento dos animais, como budismo, hinduísmo e até as religiões abrâamicas que a pesar de aprovar a exploração animal deixam claro que é para o sustento do homem e não pra praticas luxuriosas, a Torá mesmo deixa claro vários parâmetros para o abate e produção - a carne produzida e abatida dessa forma se chama kosher. Algo muito diferente do que vemos em produções de massa de alimentos como as retratadas em documentários como o “The Meat Ganancy”, em que galinhas tem seus bicos cortados para não bicarem seus pares e vacas estão constantemente prenhas para a produção de leite.
Sendo assim, os organismos internacionais que prezam pelo desenvolvimento sustentável como o Banco Mundial, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento devem recomendar por uma questão ética e sustentável à todos os países signatários da ONU o veganismo como dieta do homem do novo milênio. Dessa forma desenvolvendo campanhas e promovendo agendas que buscam esse tipo de valor, escrevendo cartilhas e até criando bônus econômicos para países que aderirem a essa ideia. Assim teremos um mundo mais ético e sustentável.