O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 24/07/2020
O Consumo de carne na alimentação apresenta problemáticas que começam a ser discutidas com cada vez mais frequência no meio social. Apesar dos animais serem vistos como alimentos desde os tempos mais remotos da humanidade, a ingestão de seus corpos deve ser abandonada para o bem da humanidade tanto por questões de saúde quanto por preservação do equilíbrio ambiental.
Ainda que a proteína advinda da ingestão dos organismos animais seja algo culturalmente aceito, a subjugação dos animais para saciedade humana é algo extremamente grotesco. É contraditório defender a preservação ambiental explorando e violentando animais. Os abatedouros se assemelham a campos de concentração, onde humanos escravizam outras espécies decidindo sobre a vida e a morte de outros seres, conforme expõe o documentário Terráqueos, filme no qual homens são comparados a nazistas especistas.
Outrossim, a dieta carnívora está associada a patologias cardíacas, ao aumento da probabilidade do surgimento de diabetes, bem como à elevação dos riscos de doenças cancerígenas como alerta o Instituto Nacional do Câncer.
Todavia, para além dos efeitos nocivos à saúde humana, o setor agropecuário é responsável por 69% das emissões de gases do efeito estufa no Brasil, segundo dados do Observatório do Clima. O agronegócio agride o meio ambiente provocando desmatamento, despejando dejetos nos rios e solos, alterando e destruindo ecossistemas.
Portanto, pode-se inferir que a manutenção do consumo de carne animal na sociedade tem consequências drásticas para o homem e para o meio onde este vive. É necessário abolir a exploração animal para quaisquer fins, o que deve ser feito de forma gradual pelas esferas governamentais, restringindo a produção. Deve-se limitar a população dos criadouros, reduzindo os rebanhos em espaços de tempo definido, até que a sociedade se adapte e extingua de vez os animais de seus cardápios.