O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 25/07/2020

De acordo com a Declaração Universal Dos Direitos Humanos, promulgada em 1949, pela ONU (Organização Das Nações unidas), o estado tem o dever de garantir a todos a saúde e o bem estar social. Partindo dessa premissa, dois paradoxos da realidade em relação ao consumo de carne são confrontados: a desigualdade social e o acesso a proteínas por cidadãos menos favorecidos. Primeiramente, é indubitável a desigualdade social Brasileira, que por consequência também causa uma disparidade alimentar. Desse modo, o consumo de alimentos da sociedade parte em dois extremos,a abundância e a fome, bem como a forma de acesso a esses grupos. Tendo que as classes mais baixas tem pouco acesso a essa fonte de proteína e vitaminas, prejudicando seu estado nutricional. Entretanto, em 2010 foi incluso na constituição federal, a alimentação, entendo dessa forma sua importância. Outrossim, os menos favorecidos são afetados drasticamente pelo acesso precário a alimentação. Dessa forma, vale ressaltar a lei da quantidade de Pedro Escudeiro “A alimentação deve ser equilibrada e suficiente para corresponder as necessidades do organismo. Conquanto , a realidade desse acesso é contraria, essa população tem acesso limitado na maioria das vezes somente à proteína de baixo valor biológico ou não tem condições de manter um equilíbrio nas refeições, expondo- os de riscos nutricionais. Supracitados, as dificuldades de acesso a alimentação, vale elencar o dever do governo em garantir a todos a alimentação sem distinção. Cabe assim, ao ministério da educação, implantar como disciplina obrigatória a educação alimentar nutricional, para informar os indivíduos desde da educação básica sobre os bons hábitos alimentares e assim diminuir problemas metabólicos. Bem como, o ministério da saúde,deve implantar em postos de saúde dos municípios palestras informacionais, sobre alternativas acessíveis à proteína, a fim de aumentar o equilíbrio nutricional e desmistificar o acesso a carne. Só assim , os direitos humanos serão garantidos em sua integralidade.