O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 26/07/2020

A cadeia dos excessos

A interação biológica chamada de cadeia alimentar, já é da natureza e conhecimento humano. Segundo ela, animais se alimentam de outros animais de uma forma sequencial, para a sobrevivência. Entretanto, dentro dessa cadeia, o humano controlado por seu excesso e gula, vem aumentando de forma desenfreada o consumo de carne. No Brasil, isso implica na necessidade do aumento da produção de animais, consequentemente, causando graves prejuízos ambientais que parecem distantes do fim.

Segundo dados divulgados em 2018 pelo IPCC (Painel intergovernamental de mudanças climáticas), a agropecuária e o desmatamento correspondem a 23% das emissões dos gases do efeito estufa. Dessa forma, é incontestável que o excesso na demanda do consumo e produção de carne, carrega consequências irreversíveis para o planeta.

A fim de convencer a mudança de hábitos alimentares das pessoas, alguns documentários retratam maus tratos que animais de produção sofrem, e relacionam o consumo de carne, com a obesidade e doenças. Tal como, é mostrado no documentário “What the health”, que embora tendencioso, alerta sobre fatores éticos e de saúde nesse meio. Além disso, o documentário ainda sugere outras opções nutricionais possíveis e saudáveis.

Embora o mercado de carnes movimente muito a economia, o peso dos prejuízos por ele causado, é maior na balança do planeta. Portanto, é essencial a aliança da SVB (Sociedade vegetariana brasileira) com o Ministério da agricultura, para que esses órgãos criem uma lei que proíba a venda excessiva de carnes, e determine um limite percentual de compra por pessoa e estabelecimento, assim como, multe aquele que a descumprir. Para que assim, prejuízos sejam reduzidos, e se encontre o equilíbrio da cadeia alimentar.