O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 27/07/2020
Promulgado pela ONU em 2017, o Acordo de Paris estabelece a redução da emissão de gases responsáveis pelo efeito estufa, a fim de regular a temperatura do planeta e evitar desastres ambientais. Entretanto, é impossível alcançar tais objetivos com o consumo exacerbado de carne visto no século XIX. Decerto, a problemática compromete a existência e desenvolvimento das futuras gerações, além de perpetuar a degradação ambiental.
Certamente, fora as consequências alarmantes, o consumo desregulado de carne corrobora para a incerteza do futuro da humanidade. Uma vez que, emissões de gases do efeito estufa geradas pela pecuária rivalizam com a pegada de carbono dos setores de transporte rodoviário, aéreo e espacial juntos, segundo empreendedores americanos condecorados com o prêmio ambiental, concedido pela ONU, Campeões da Terra. Desse modo, fica claro o comprometimento e incerteza as quais as futuras gerações são deixadas.
Por certo, a problemática ainda se faz presente mediante uma cultura capitalista, visto que, segundo a chef Paola Caroselle, defensora de uma alimentação consciente, a comida deixou de ser algo que é produzido para comer, para se tornar um negócio. Sobretudo por que, a economia brasileira é consolidada na agropecuária, e esta, por sua vez, é responsável pelo desmatamento contínuo e crescente da Floresta Amazônica, segundo dados no Inep. Logo, é notável o quão vastas são as consequências do consumo exagerado de carne.
Diante do apresentado, fica nítida a necessidade de através da discussão da problemática, garantir o futuro das novas gerações e a preservação ambiental. Em suma, se faz necessário parceria entre Governo e Sociedade a fim de incentivar uma economia mais sustentável, por meio de políticas públicas, diminuindo o consumo de carne nas escolas, por exemplo. Dessa forma, haverá mudança nos hábitos alimentares dos indivíduos e assim os desafios serão superados.