O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 27/07/2020

Com o forte crescimento de empresas alimentícias do seguimento de “Fast Food” impulsionado pelo Fordismo, o consumo de carne cresceu muito no âmbito mundial. Porém, tal aumento na produção pode ser extremamente prejudicial aos ecossistemas mundiais, devido à alta demanda de água e pastos para tais atividades. Esse fator ocorre devido à pecuária extensiva, ainda praticada em diversos lugares do mundo, e também em virtude dos hábitos alimentícios atuais.

Primeiramente, o desmatamento proveniente da busca por vastos pastos é um dos principais causadores da morte de animais silvestres. Estima-se que atividades como agricultura e pecuária são responsáveis por cerca de 80% da área desmatada no mundo, ação antrópica relacionada com a pecuária extensiva, modelo de criação de animais para abate que demanda muito mais espaço e recursos naturais.

Paralelamente, com a revolução tecnocientífico informacional, e a criação do espaço cibernético a difusão de informações e culturas se tornou mais simples, e com hábitos alimentares nunca foi diferente. O consumo de carne aumenta em progressão geométrica, seja pelo aumento populacional, ou pelo número de adeptos ao consume de proteínas provenientes de bovinos, aves ou suínos. Com isso, o desmatamento e o uso desenfreado de recursos como a água acaba por ser impulsionado.

Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. É dever da ONU (Organização das Nações Unidas) juntamente com o governo de cada país implantar o modelo de pecuária intensiva na produção de carnes, buscando a atividade de novos produtores por meio de paraísos fiscais e incentivos trabalhistas no ramo. Dessa forma, será possível preservar o patrimônio mundial de recursos naturais e também mostrar a população mundial outra alternativa para o consumo de proteínas sustentável. Com isso, cada vez mais se fará uma sociedade que preserva os recursos não renováveis, em virtude das futuras gerações.