O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 29/07/2020
O consumo excessivo de carne é uma das maiores problemáticas do século XXI. O desenvolvimento indiscriminado desse hábito de consumo acarreta prejuízos ambientais irreparáveis. Além disso, em âmbito nacional, observa-se uma nítida dependência econômica da atividade agropecuária. Por conseguinte, o país encontra-se imerso a um sistema que relaciona diretamente impactos ambientais com lucratividade.
Primeiramente, é importante destacar que o modelo de produção adotado pela agropecuária é extremamente nocivo aos ecossistemas envolvidos. De acordo com dados divulgados pelo Greenpeace, cerca de 60% do desmatamento da região amazônica é causado por esse molde produtivo. Outrossim, se faz necessário relatar o abuso sofrido por parte dos animais envolvidos no processo, onde a grande maioria é envenenada com uma quantidade absurda de hormônios, visando aumentar sua produtividade e consequente relação com o lucro.
De maneira agravante ao exposto, nota-se uma predominância dessa atividade industrial no cenário econômico brasileiro. Em 2020, mesmo com o advento da Covid-19, onde vários pilares econômicos foram afetados, as exportações para países como China e Índia geraram um alto rendimento, fazendo com que o setor ganhasse ainda mais destaque.
Em síntese, percebe-se que o consumo exagerado de carne está interligado a graves impactos ambientais. Inicialmente, cabe aos Governos Federais, por intermédio de rígidas sanções financeiras, regulamentar e fiscalizar a atuação das indústrias exportadoras de carne, visando assim, reduzir o impacto ambiental causado pelo referido hábito alimentar. Ademais, é importante trabalhar, em redes televisivas e na internet, os benefícios do veganismo como modelo de vida, buscando, assim, reduzir o consumo de carne e interferir diretamente na lucratividade do modelo adotado pela agropecuária.