O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 31/07/2020
Com a sedentarização do Homo sapiens, os grupos humanos mudaram seus hábitos alimentares. Ou seja, o que antes era caçado e coletado passou a ser cultivado e moldado pelo homem. Com isso, instaurou-se a massiva escravidão de várias espécies de animais, resultando no aumento do sentimento de superioridade da humanidade em relação ao resto da natureza. Portanto, é de suma importância que a sociedade atual reveja seu consumo e seus hábitos alimentares, porque esses fatores são responsáveis pelo holocausto animal existente há milênios.
É de conhecimento público que a grande maioria da carne que o mundo consome nos dias atuais é fruto de uma produção industrial em larga escala de animais confinados. Isso é problemático na medida em que priva os seres vivos de ocuparem seus nichos ecológicos, o que gera um impacto ambiental muito grande. Por exemplo, a pecuária intensiva, que é aquela onde o gado nasce e morre confinado, submete os bovinos à condições de vida deploráveis no sentido de expropriar-lhes o direito a sua vida natural. Esse fato é justificado apenas pela futilidade do ganho econômico, mostrando que a natureza humana transcendeu de maneira trágica o seu papel ecológico.
Além disso, o cultivo de carne é extremamente custoso. Isso porque são necessários anos para a maturação da carne, o que requer muita água e produtos agrícolas que poderiam estar sendo destinados a outros setores da economia. Tal fato existe devido as superpopulações anormais de bovinos, suínos e caprinos, necessárias para suprir a demanda inflada da população mundial. Isso posto, é importante reiterar que o elevado consumo de carne pelos humanos é o grande responsável por essa mazela que muitas pessoas recusam-se a compreender.
Diante desses argumentos, é necessário que sejam feitas ações efetivas que reduzam o consumo excessivo de carne. Para isso, o Congresso Nacional pode, por meio de um projeto de lei, criar diretrizes que limitem a superprodução de carne. Essa medida consistiria na taxação aos grandes fazendeiros produtores, bem como na supervisão de como os animais são criados e abatidos. Em resumo, portanto, é necessário que seja posta uma “humanização” do cultivo de carne, preservando a vida dos animais e poupando recursos. Outrossim, cabe ao Ministério da Agricultura, incentivar a população, com ações publicitárias, a diversificarem sua alimentação, incluindo mais frutas e verduras e diminuindo a carne, fornecendo, dessa forma, mais saúde às pessoas e ao meio ambiente.