O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 02/08/2020
Carnívoros Habituados
A obra “Anna Karenina”, de León Tolstoi, afirma que todas as famílias felizes se parecem, mas que cada família infeliz é infeliz à sua maneira. Assim, parafraseando pode-se estender a frase para a sociedade como um todo, uma vez que o Brasil apresenta problemas, a saber: o consumo de carne como um hábito alimentar na sociedade atual. Mas ainda, o fato preocupa e vem deixando o solo e a fauna brasileira infelizes ante ao cenário.
Em primeiro plano, cabe salientar que a escola atua na formação crítica do indivíduo. Logo a problemática do consumo reflete, também, nas escolas, por via da alimentação escolar. Além de propiciar o aumento de demandas agropecuárias, com a finalidade de abastecer os supermercados, garantindo o consumo de carne posteriormente. Neste sentido, o imbróglio é para o âmbito nacional alimentar um retrocesso pertinente.
Ademais, a educação é essencial para todos os indivíduos. Em detrimento da afirmação de Immanuel Kant “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Pois, entre as consequências sabe-se do fortalecimento de hábitos alimentares nocivos, isto é, com mais ou menos valores nutricionais do que o indivíduo precisa. Outrossim, a escassez de recursos, visto que com a produção massiva de carne, o tempo necessário para a restauração ambiental não é respeitado.
Portanto, ações são necessárias para a mudança dessa situação. Primeiramente, cabe ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, reduzir o consumo de carnes nas escolas, porque assim os estudantes aprenderão a mudar seus hábitos na escola. Segundamente, o Ministério da Economia deve por meio de taxas multar o indivíduo que consumir uma quantidade acima da ideal nos mercados, deste modo o abastecimento será lentificado e o consumo individual será reduzido. Mas ainda, sobretudo é eficaz que todas as pessoas envolvidas busquem melhorar seus hábitos e viver tal qual a família feliz Tolstoina.