O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 04/08/2020
A cultura da carne é um pilar forte do sistema socioeconômico, símbolo da crença na superioridade humana sobre os outros seres. No entanto, correntes ideológicas que pregam a não ingestão da carne fazem com que seja necessária a discussão sobre os hábitos alimentares da sociedade. Nesse sentido, tanto o valor nutricional da carne, como os impactos que sua produção gera para o planeta devem ser avaliados.
Em destaque, há recomendações da Organização Mundial da Saúde para que, se possível, incluir proteínas de origem animal na dieta, pois nela estão presentes vitaminas, aminoácidos e elementos essenciais como o ferro heme; necessário na composição do sangue. Portanto, para as pessoas que adotam o veganismo ou vegetarianismo é imprescindível o uso de suplementos para que o organismo funcione bem. Logo, caso não haja ingestão de carne é preciso o uso de medicamentos sintéticos, que por muitas vezes acabam afetando órgãos vitais.
Por outro lado, para que os consumidores de fibras animais se mantenham abastecidos é necessário que grandes pedaços de terra sejam ocupados e muitas vezes desmatados. Além disso, a criação de gado é responsável pela emissão de CO²; gás responsável por agravar o efeito estufa. Dessa maneira, é notável que tal atividade econômica traz consigo a destruição de elementos naturais do Globo Terrestre, afetando diretamente no clima e ciclos naturais, além de exterminar recursos finitos.
Posto isso, tem-se em vista que é de suma importância que haja um debate, buscando o conciliamento entre os dois lados, que por sua vez não precisam ser antagônicos. Portanto, o Greenpeace juntamente com as grandes economias mundiais, por meio do incentivo cultural e financeiro, promover campanhas e passeatas pacíficas em metrópoles, que preguem a redução do consumo da proteína animal, mas que seja ingerido o mínimo com o fim de sanar a necessidade das vitaminas presentes nela. Para que, dessa forma exista um ponto médio nesse debate sobre hábitos alimentares.