O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 04/08/2020

Atualmente, o consumo exacerbado de carne vem causando diversos efeitos devastadores ao meio ambiente. Contudo, o número relacionado a produção de gados confinados que não seguem as leis adequadas de higienização, vem aumentando nos frigoríficos, o que por sinal ocasiona um receio dos consumidores, e consequentemente maior índice de adeptos ao veganismo e vegetarianismo.

A demanda global de carne vem aumentando gradativamente, principalmente nos Estados Unidos da América, pelo consumo estar ligado diretamente as tradições, como por exemplo, a sua comida típica é o hambúrguer, o que o próprio nome já afirma a ideia mencionada. Embora, haja lugares com o crescimento constante, há também civilizações pregantes ao Budismo e ao Hinduísmo, que possuem seus preceitos ligados à vida após a morte, como a Índia, país contra à violência e que crê na parte espiritual da carne bovina, acreditando ser um crime se a mesma fazer parte de uma refeição indiana.       Outrossim, a globalização atual vive em constantes mudanças, em um mundo “líquido”, como Zygmunt Bauman retrata em um de seus estudos, a modernidade líquida, período que segundo ele estaríamos vivendo. Ademais, a população vive em movimento de passagem, com inúmeras possibilidades para argumentação e escolha de seus próprios princípios. Isto vem afetando diretamente as novas gerações Y e Z, que estão surgindo com preocupações ligadas a vida saudável, juntamente com a civilização e meio ambiente, ocasionando um maior número de pessoas adeptas a relacionar o consumo inadequado da carne aos seus impactos ambientais. Contudo, está nova percepção faz com que os cidadãos se tornem suscetíveis a novas dietas alimentares, como o veganismo e vegetarianismo, para colaboração e restauração das matas e campos.

Por conseguinte, o aumento gradativo das mortes dos animais está diretamente ligado as tradições e costumes de cada país, o que está ocasionando o desmatamento e o aumento dos gases estufas no ar. No entanto, medidas precisam ser tomadas para resolver o impasse. Desse modo, órgãos responsáveis como o Ministério da Saúde juntamente com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agrícola (FAO), devem promover palestras em escolas públicas e privadas, também em plataformas digitais, para obter um maior alcance da população visando ensinamentos abordados por profissionais capacitados como nutricionistas e nutrólogos, para abordagem de forma direta relacionada aos novos tipos de alimentação, havendo a diminuição da proteína ou a substituição da mesma de forma consciente. Dessa maneira, se essas medidas forem tomadas, menor será o índice de poluição ambiental.