O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 06/08/2020
O documentário “Cowspiracy” produzido pela plataforma de streaming Netflix, crítica movimentos de conscientização e sustentabilidade promovidos pelo Greenpeace, segundo a obra ONG tem uma postura submissa, pois não alerta os impactos significativos da agropecuária ao meio ambiente. Nesse contexto, o curta-metragem revela a necessidade de dinamizar o debate acerca das consequências do consumo de carne para a manutenção da vida no planeta.
Em primeiro lugar, cabe ressaltar que segundo o “Instituto Homem e Meio ambiente” 78% do desmatamento recorrente na Amazônia acontece para criação de pastos. Tal índice é preocupante, uma vez que a floresta é crucial para capturar o gás carbônico, e consequentemente para regular o clima global. Logo, torna-se imprescindível debater os hábitos alimentares da sociedade atual, informando os cidadãos, sobretudo os das classes menos abastadas a respeito da importância e dos benefícios em mudar os hábitos alimentares.
Em segundo lugar, vale salientar que segundo uma pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência em 2019 existem 29 milhões de vegetarianos no Brasil, contudo ainda que o número de adeptos tenha aumentado o movimento permanece elitista . A ativista de origem periférica Thalitta Flor, ficou famosa nas redes sociais pela crônica “Como é ser vegana e favelada”, no texto ela narra que a maior indagação dos mais pobres é saber se a dieta é de fato capaz de nutri-los para o trabalho. Assim, torna-se notável que a discussão a respeito da alimentação é um assunto complexo que exige a dinamização da educação nutricional entre os cidadãos.
Destarte, os fatos elencados, os Ministérios da Educação e Saúde devem investir em feiras anuais nas escolas abertas a comunidade. Para isso, os estudantes irão reproduzir e apresentar em estandes receitas veganas e com ingredientes de fácil acesso, além disso nutricionistas estarão presentes para informar a qualidade nutricional dos ingredientes e desmistificar os estereótipos atrelados ao vegetarianismo. Ademais, o espaço será também será aberto para ONGs ambientais alertarem as pessoas sobre os impactos negativos da agropecuária a natureza. Dessa maneira, os indivíduos farão escolhas alimentares mais conscientes e debates construtivos sobre os hábitos alimentares serão fomentados, provocando assim, efetivas mudanças nos país.