O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 06/08/2020

A partir da Segunda Guerra Mundial, ocorreu um aumento da população devido as melhorias na medicina. Nesse viés, em decorrência desse avanço demográfico, foi preciso intensificar a produção de alimentos sobretudo, da carne. Contudo, o setor agropecuário tem ocasionado problemas ambientais e sociais que devem ser solucionados. Diante disso, deve-se analisar a ausência de políticas educativas, a fim de discutir os hábitos alimentares da sociedade brasileira e a falta de propagandas midiáticas para intensificar o consumo responsável de produtos de origem animal.

Primeiramente, a ausência de políticas educativas, a fim de discutir os hábitos alimentares da sociedade brasileira é um problema. Isso porque, o Congresso Nacional é representado por uma bancada numerosa de deputados e senadores em defesa da expansão da agropecuária. Outrossim, a produção de carne é defendida pelos ruralistas devido a grande rentabilidade comercial; porém, de acordo com o site G1, a pecuária é responsável por 60% do desmatamento nas regiões Centro-Oeste e na Amazônia. Portanto, após análise desse dado, é fundamental que os representantes da defesa animal, a exemplo dos ativistas vegetarianos e veganos, organize movimentos pacíficos para educar as pessoas a diminuírem o consumo de carne e, consequentemente com essa ação haverá uma redução desses danos causados à natureza.

Em segundo lugar, a falta de propagandas midiáticas para intensificar o consumo responsável de produtos de origem animal também é uma problemática. Consoante a Constituição de 1988, é um direito do indígena à terra e a proteção dos limites demarcados e impedidos a ocupação de terceiros. Entretanto, assassinatos de autóctones cresce a cerca de 30% anualmente, conforme o site G1. Nesse parâmetro, o avanço do setor primário ocasiona hostilidades tanto ambientais, quanto sociais; pois esses nativos habitam em locais de pouca urbanização e devido a isso, são territórios preferenciais para o desenvolvimento da agropecuária brasileira. Logo, é imprescindível campanhas publicitárias que informem os cidadãos a darem preferência aos produtos orgânicos e de outras fontes nutritivas, ou seja, desconstruir o hábito de ter a proteína animal como refeição diária.

Por fim, após os argumentos abordados, medidas são necessárias para solucionar esses impasses. Por isso, a Mídia - devido o seu auto potencial de alcance social - deve promover debates televisivos e nas redes sociais, por meio da participação de ativistas como, Luisa Mel, no intuito de informar o segmento social sobre os impactos gerados no país, por causa do crescimento da produção de carne. Essa ação pode ter melhor resultado, com a participação de nutricionistas para citar dietas ricas em nutrientes que não precisa sacrificar os animais.