O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 11/08/2020
Essa tema tem como objetivo discutir uma questão em que a pecuária é comumente associada à degradação ambiental, uma vez que a criação de bovinos libera na atmosfera gases de efeito estufa tanto pela digestão dos animais quanto pelo desmatamento. Em virtude disso, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas) 70% dos terrenos agrícolas no planeta, estão ocupados com a pecuária, com isso, aumentam as queimadas, o desmatamento, que tem a finalidade para abrir pastos, a desertificação em que a falta de cobertura vegetal provoca, reduz a biodiversidade, aumenta o consumo de pesticidas, a escassez de água, o aumento das emissões de CO2 aumentando o efeito estufa, são muitos problemas que estão relacionados ao consumo exagerado da carne, seja ela bovina, suína ou aves.
De acordo com o INPA (Instituto Nacional de Produtos Alimentares), 80% do desmatamento da Amazônia brasileira deve-se a pecuária. Da mesma forma, a crueldade animal é outro fator terrível a ser citado em que, por ano, 1,5 milhões de animais vivos são exportados em condições precárias, principalmente para os países muçulmanos como: Turquia, Egito, Líbano e Arábia Saudita. Assim também, o consumo de água para produzir carne bovina, desde a produção do alimento até o abate, pode chegar a 15 mil litros por quilo do animal, conforme média mundial segundo a ONU.
Mediante o exposto, pode-se concluir que as pessoas precisam ter consciência e diminuir o consumo de qualquer tipo de carne, sendo ela bovina, suína ou aves, pois quanto mais carne se come, maior é a expansão da produção de soja e milho, responsável por 55% dos agrotóxicos aplicados no Brasil voltada para a exportação e alimentação animal. Implantar uma tecnologia para recuperar as pastagens degradadas, o manejo mais adequado do pasto, agricultura e florestas plantadas, tecnologia está que contaria com o apoio dos Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, bem como do BNDES ( Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Realizar um censo agropecuário em conjunto com o zoneamento das áreas já desmatadas em que esse cruzamento de informações ambientais e socioeconômicos possibilitará um planejamento mais efetivo pelos governos municipais, estatuais e federal para monitorar esses cenários. Em resumo, é necessário desenvolver de maneira sustentável a agropecuária e fazer com que as estratégias econômicas tenham equilíbrio entre pecuária, agricultura e meio ambiente, visando promover o crescimento da riqueza e a melhoria das condições de vida, de forma igualitária, evitando a degradação ambiental e a exaustão dos recursos naturais.