O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 07/09/2020

Sushi nas sextas. Churrasco nos sábados. Aves e peixes nos feriados religiosos. É de conhecimento geral que a carne é um dos alimentos preferidos dos brasileiros,  apesar de carregar consigo o sofrimento animal, o desmatamento e a poluIção. Assim, tendo conhecimento desse fato, é impossível não perceber a necessidade de discutir sobre a visão da população brasileira quanto ao consumo desse alimeto e o impacto desse hábito na natureza.

Primeiramente, é importante discutir sobre a questão social do consumo de carne animal, porque, no Brasil, a carne é sinal de fartura e, por esse motivo, uma parcela da população faz questão de tê-la no prato em todas, ou quase todas, as refeições. Isso ocorre porque, historicamente, esse é um alimento caro, que somente as classes sociais mais abastadas tinham acesso, mas, com a melhoria do padrão de vida, mais pessoas passaram a ter condições de comprar esse insumo, mentendo esse ideal de abastança. No entanto, graças a movimentos, como o “Segunda sem carne, que visam a reflexão sobre uma alimentação maias sustentável, esse pensamento está mudando aos poucos. Mas, ainda assim, é necessário tomar outras medidas que minimizem esse consumo excessivo.

Além disso, essa cultura do consumo de carne, é responsável por grande parte do desmatamento de florestas. De acordo com uma pesquisa realizada pela World Wide Fund for Nature (WWF), aproximadamente 79% da soja do mundo é utilizada para fazer ração animal. Ou seja, florestas são desmatadas para servirem de pasto para bovinos e são feitas queimadas para plantar soja que, em grande parte, se tornará mais alimento para esse animais. Dessa maneira, é explícito que é insustentável manter essa exploração, já que os recursos da Terra não são inesgotáveis, sendo necessário tomar providências para minimizar o impacto ambiental causado pela indústria da carne.

Portanto, devem ser tomadas as medidas cabíveis para mitigar essa problemática. Para tanto, as instituições de ensino devem, por meio de aulas interdisciplinares de biologia e geografia, ensinar aos alunos, do ensino fundamental I ao ensino média, sobre não ser necessário comer carne todos os dias para ter uma dieta rica e saudável, além de falar sobre  todo o processo que envolve a produção da carne. Também é interessante que  Organizações Não Governamentais (ONG’s) de proteção do meio ambiente criem propagandas, e as veiculem em redes sociais e canais de televisão, que falem sobre o impacto ambiental do consumo da carne e convidem a população a se juntar a movimentos como o “Segunda sem carne”. Essas medidas têm como finalidade conscientizar os brasileiros sobre as consequencias de seus hábitos alimentares e, a medio prazo, reduzir o consumo da carne animal, viabilizando uma maior preservação ambiental.