O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 14/08/2020

Muito se tem discutido, recentemente, a relação entre o consumo de carne e como são tratados os animais de gado; conjunto de animais que foram criados pelo homem para aumentar a sua produção, serviços agrícolas, consumo doméstico, comercial ou industrial. Grandes empresas desmatam, escravizam, contaminam o solo e a água, consumindo boa parte dos recursos hídricos. A produção de carne é responsável pela emissão de gases poluentes e acelera os efeitos do aquecimento global e é o principal produto de exportação brasileira.

O Homo sapiens sapiens, durante seu período de existência no planeta Terra, sempre fez o uso de maus-tratos contra outras espécies. Nesse sentido, problemáticas em relação à essas crueldades, de caráter ambiental, se fazem presentes no Brasil e carecem de combate. Segundo a FAO, 67 bilhões de porcos, aves e vacas são expostos, anualmente, a condições de crueldade, colocando esses três bichos nas primeiras posições do ranking dos animais que mais sofrem maus-tratos em todo o mundo.

No Brasil, 14% da população se declara vegetariana e apenas 4% se declara vegana, segundo pesquisa do IBOPE. A carne não é primordial para a sobrevivência humana, podendo ser substituída por outros alimentos vegetais. Pitágoras, filósofo e matemático grego é considerado o pai do vegetarianismo.

Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para acabar com os maus-tratos a animais de gado. É imprescindível o consumo consciente. Por isso, urge que a União Internacional Protetora dos Animais fiscalize, por meio de leis criadas pelo poder Legislativo, utilizando fiscais. É indispensável que haja o Selo de Inspeção Federal (SIF) em carnes; produzidas de acordo com as normas do Ministério da Agricultura, que exigem que o abate dos animais aconteça quando estiverem totalmente inconscientes, sem dor.