O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 19/08/2020

O desmatamento é uma prática muito comum para a continuidade da agropecuária, uma vez que é necessário espaço para a criação dos animais. Sob essa temática, de acordo com Greenpeace, a cada dois minutos uma nova queimada na amazônia é realizada por agricultores à procura de terra. Nesse sentido, é fato que essa idiossincrasia acomete o meio ambiente e o bem-estar social, pois, com menos vegetações e mais animais, a qualidade do ar é comprometida. De fato, a indústria alimentícia, mais especificamente a de carnes, tem sido uma das principais responsáveis por problemas de saúde pública e ambientais. Logo, é urgente que a sociedade tenha acesso à educação alimentar.

Em primeiro plano, é cabível salientar que o consumo de carne processada é tão capaz de induzir a formação de um câncer no organismo quanto o ato de fumar, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Nesse sentido, a definição de Adolfo e Hokheimer sobre a Indústria cultural e o seu incentivo nas propagandas que promovem o consumo corroboram essa apatia. Sob essa perspectiva, há uma exorbitante influência da mídia na alimentação baseada em refeições de origem animal, em detrimento da divulgação dos males que estão atrelados a esta, tais como o aumento do risco de câncer.

Outrossim, o consumo exacerbado desses alimentos contribui com o agravamento do efeito estufa e diversos outros problemas ambientais. É fato que o desmatamento da Amazônia para a criação de animais e para o plantio de soja, que servirá como ração para estes, é uma das consequências mais visíveis no cenário atual brasileiro. No entanto, como mostra o documentário “What The Health”, o grande número de animais aumenta a concentração de gases estufa na atmosfera e provoca o aumento da temperatura, derretimento das calotas polares e aumento do nível do mar. Nesse sentido, com o aumento da população e transmissão dessa cultura, o meio ambiente entrará em colapso.

Urge, portanto, a necessidade de diminuir o consumo de carne, visto que essa atitude, em grande escala, provoca inúmeras divergências. Para isso, o Ministério da Saúde, em conjunto com o Ministério da Educação e Cultura, deve incentivar a redução do consumo de carne, com enfoque em carne processada e seus malefícios. Essa atitude deve ser tomada por meio da criação de uma disciplina de Educação Alimentar e Nutrição (EAN), que deverá ser instaurada em todas as escolas. Isso deve ocorrer para que os problemas de saúde pública e ambientais sejam reduzidos. Dessa maneira, será possível equilibrar alimentação, sociedade e ecossistema.