O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 12/08/2020

A relação entre o meio ambiente e o consume de carne na atualidade

Desde a Pré- História, os seres humanos já apresentavam o hábito de se alimentar de proteína animal, decorrente da caça, pesca e também do aproveitamento de carcaças de animais deixados por outros carnívoros. Muitos cientistas afirmam que esse consumo, teria contribuído para a evolução e desenvolvimento dos indivíduos.

Muito se debate, hoje em dia, a importância dos hábitos alimentares, não apenas pela ingestão de alimentos saudáveis, mas também pelo consumo de carne no mundo. De acordo com uma pesquisa realizada pela Fundação Heinrich Böell e a ONG Friends of the Earth, desde 1950, época marcada pelos conflitos entre os blocos socialista e capitalista, aumentou drasticamente a produção e o consumo de proteína animal. Além disso, em 2011, cerca de 58 trilhões de galinhas, 300 milhões de vacas e 1,4 trilhões de porcos foram mortos no mundo. Contudo, a população mundial, neste mesmo período era de aproximadamente 7 bilhões. Ao analisar estes números, é possível observar que a nação global, nesta época, consumia grandes quantidades de carne por ano.

Outro ponto relevante, é que os custos envolvidos na criação, principalmente de gado, são elevados. Além disso, as consequências dessa produtividade tem um efeito brutal no meio ambiente. A pecuária é a principal “vilã”, sendo responsável por cerca de 60% do desmatamento na Floresta Amazônica, no território brasileiro. Ainda mais, que a produção de proteína animal é responsável pela emissão de gases poluentes, acelerando os efeitos do aquecimento global.

Pode-se perceber, portanto, que o costume de consumir carne surge na Pré-História e ao longo dos anos, aumentou, prejudicando o meio ambiente, com a emissão de gases poluentes. Ademais, é necessário que o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), juntamente com os governos federais, em comum acordo, invistam em controles mais rigorosos, limitando a produção para a preservação da natureza, e também, incentivam a população a mudar seus hábitos alimentares, podendo, desta forma, provocar grandes transformações benéficas para futuras gerações.