O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 19/08/2020

De acordo com dados divulgados pela Fundação Heinrich Boell e a ONG Friends of the Earth o Hemisfério norte lidera o consumo de carne. Esses dados demonstram que o problema do consumismo de carne está presente de forma complexa na realidade brasileira. Nesse sentido, o consumismo de carne tem como causa questões socioculturais e encontra espaço no consumismo.

Convém ressaltar, a princípio, que a lenta mudança na mentalidade social é um fator determinante para a persistência do problema. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que a questão do consumismo de carne é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, as pessoas crescem inseridas em contexto social injusto, a tendência é adotar esse comportamento, o que torna sua solução ainda mais complicada.

Além disso, o consumo de carne encontra terra fértil no consumismo. Nesse contexto, o conceito de “sociedade de consumo” se torna bastante útil, pois é um termo utilizado para designar a sociedade que se caracteriza pelo consumo massivo, uma causa latente na questão do consumismo de carne. Platão contribui para discussão ao definir que o amor (Eros) era o desejo por aquilo que não se tem. Assim, nota-se uma analogia entre o amor platônico e o consumo gerando então o consumismo, que tanto prejudica o problema do consumo de carne, dificultando sua resolução.

Como solução, as ONG’s especializadas no assunto junto com o governo federal, elaborem cartilhas sobre o consumo da carne. Tais cartilhas devem ser disponibilizadas nas redes sociais e distribuídas nos centros urbanos, utilizando papel reciclável para a impressão. O objetivo deve ser abordar o impacto do consumismo à consolidação do problema e sugerir métodos alternativos de consumo, que não intensifiquem a questão.