O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 14/08/2020
É de conhecimento geral, a existência do efeito estufa e os males causados por ele em nosso planeta e ao meio ambiente, um dos motivos que ocasionam esse fenômeno, são as empresas agropecuárias que criam em grande escala fazendas de bovinos, animais estes que produzem uma alta quantidade gás metano. Visto isso podemos dizer que o consumo de carne excessivo pela sociedade atual, acaba sendo prejudicial tanto para os seres humanos quanto para o meio ambiente.
Sabendo disso é necessário combater essas empresas pois, segundo a GreenPeace, a produção de carne bovina emite o mesmo volume de Gases do Efeito Estufa (GEEs) de que todos os carros, caminhões, aviões e navios do planeta juntos. No Brasil, além das emissões, a produção pecuária está constantemente associada à retirada de direitos de trabalhadores, povos indígenas e comunidades pressionadas pela expansão da fronteira de produção agropecuária, removendo lares, destruindo culturas locais e acabando com a Flora e Fauna.
Vale ressaltar que, de acordo com a PubMed, o consumo excessivo de carne vermelha está relacionado com o aumento do risco de diferentes tipos de câncer, além de poder provocar doenças cardiovasculares, obesidade e diabetes. Podendo também gerar um efeito dominó pois o consumo excessivo aumenta a produção agropecuária, que aumenta os problemas no meio ambiente, gerando futuros riscos que podem ocasionar uma falta mundial de alimento.
Diante dos crescentes impactos da agropecuária na saúde pública, meio ambiente e clima, o Greenpeace realizou uma pesquisa e publicou um relatório recomendando a redução de 50% no consumo de carne e derivados até 2050. A mudança começa no consumo individual, porém, o papel mais importante cabe aos grandes produtores, em assumirem o compromisso com uma produção menos impactante ao meio ambiente, gerando nos próximos anos uma redução dos problemas no meio ambiente e na saúde.