O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 14/08/2020
O consumo de carne iniciou-se há cerca de 2,7 milhões de anos atrás, época na qual os primeiros hominídeos passaram a consumir animais, mesmo que sem o uso do fogo. Indubitavelmente, sucedeu-se imensurável evolução humana desde a era Cenozóica até a atualidade. Contudo, hodiernamente, maior parte da sociedade ainda dispõe da carne como prato principal e fonte prioritária de proteína, ainda que seja de imenso conhecimento social os prejuízos sucedidos de uma alimentação carnívora à natureza, aos animais e à saúde dos indivíduos.
Nesse sentido, é imprescindível destacar que a criação de gado e aves para consumo humano demanda vasta área de pastagem e cultivo para ração, como também, exuberante gasto de água e energia. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas) o gado é o maior consumidor de recursos hídricos da cadeia, como ainda, ao menos 60% do desmatamento da floresta Amazônica no Brasil provém da pecuária, de acordo com a organização Greenpeace. Em vista disso, a criação de animais para alimentação global, legitimiza-se como o principal agente do gasto excessivo dos principais recursos naturais e da destruição florestal, conforme afirma a ONU.
Outrossim, o consumo de pelo menos duas porções semanais de carne vermelha, sobretudo carne processada, associa-se a um risco ligeiramente maior de doença cardiovascular, diferentes tipos de câncer e morte, segundo o Ministério da Saúde e estudos da JAMA Internal Medicine. Ademais, a Associação Norte-Americana de Dietética declara que uma alimentação vegetariana ou vegana adequada é nutricionalmente saudável e pode proporcionar benefícios para a saúde. Por conseguinte, certifica-se que, uma dieta com isenção de carne, faz-se benéfica à saúde e principalmente, ao meio ambiente, se a indústria alimentícia de carne reduzisse 10% de seu consumo da água, haveria o dobro para aproveitamento da população mundial, cita a ONU.
Desta maneira, conclui-se que o consumo de carne na sociedade acompanha-se de diversos prejuízos individuais e à natureza. Portanto, afirma-se que é de extrema importância discutir-se hábitos alimentares na sociedade e mudá-los de acordo com a evolução coletiva e tecnológica. Logo, é de responsabilidade do Ministério do Meio Ambiente, juntamente com a mídia, a divulgação de informações quanto à destruição ambiental proveniente da produção de carne, por meio de matérias jornalísticas, a fim de conscientizar a população quanto aos prejuízos ecossistêmicos resultantes. Além disso, é essencial que o Ministério da Saúde alerte a sociedade no que tange aos riscos que o consumo demasiado de carne pode ocasionar, por intermédio de campanhas em recursos de imprensa, com a finalidade de informar indivíduos a respeito da dieta carnívora.