O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 18/08/2020

Historicamente, a intensificação do desenvolvimento da atividade pecuária é verificado em torno de 4,4 mil anos atrás, na região da Mesopotâmia e do Egito. Desse modo, também marca o início das primeiras civilizações as quais apresentavam de antemão o apetite por carne como tradição e cultura. Entretanto, tal costume adverso, que perpetua nos dias contemporâneos, revelou-se seriamente prejudicial ao meio ambiente, devido à desperdiçante produção de carne e à falta de conhecimento dos consumidores desse tipo de mercado. Logo, é necessário algumas adaptações pró-ambientalistas e mudanças nos hábitos alimentares dos habitantes.

A priori, a criação de gado mostra-se um serviço custoso ao ecossistema mundial em consequência das altas despesas para realizá-lo. De acordo com dados oficiais da ONU, o setor da pecuária emite uma maior quantidade de gases de efeito estufa do que a circulação de automóveis e, sobretudo, contribui para quase 60% do desmatamento do território da Amazônia, segundo dados do IBGE. Sob esse prisma, tal indústria oferece negativamente o incremento do Efeito Estufa e, similarmente, a queda para o âmbito econômico do turismo na porção Amazônica. Desse jeito, torna-se urgente uma supervisão rígida quanto a esse ofício.

Outrossim, o obscurantismo coletivo sobre esse tópico auxilia a permanência dessa prática nutricional desfavorável, a qual instiga a produtividade pecuária a se expandir. Conforme a escala da Embrapa, 1 quilograma de carne demanda cerca de 15 mil litros de água, e as projeções da FAO, indicam uma produção de 310 toneladas de carne no globo, depreende-se que o alto consumo dessa mercadoria influi penosamente na quantia de recursos hídricos potáveis presentes no planeta. Nesse espectro, é imprescindível a circulação de informações as quais causem impacto na população.

Portanto, com função de reduzir as contrariedades do quadro supracitado, cabe à FAO, em parceria com o Greenpeace, buscar implementar uma série de requerimentos favoráveis ao biossistema que as indústrias da atividade pecuária deverão seguir por meio do “Projeto Carne Verde” - uma supervisão severa na criação de gado-, objetivando eliminar o exagero. Sob essa perspectiva, vale, da mesma forma, salientar o papel da Mídia em conscientizar os indivíduos em relação à importância da conduta alimentar por intermédio de: palestras, anúncios e propagandas - as quais utilizam os dados da ONU e informação especializada -, visando expor fatos desagradáveis que cercam a sociedade. Dessa forma, a tradição milenar das primeiras civilizações ficará no passado.