O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 17/08/2020
O consumo de carne no Brasil
A produção de proteína animal tem um efeito devastador sobre o meio ambiente. No Brasil, só a pecuária é responsável por pelo menos 60% do desmatamento da floresta amazônica e por boa parte das emissões dos gases de efeito estufa. É por isso que uma das formas mais eficientes de proteger o planeta é repensar os hábitos de consumo e reduzir a ingestão de alimentos de origem animal. No livro A Revolução dos Bichos, de George Orwell, é retratado um futuro distópico em que os animais decidem fazer uma revolução. Em meio a isso, os porcos estão cansados de serem explorados, sendo assim, eles se unem e expulsam o Sr. Jones, dono da granja. Embora tal narrativa seja ficcional, o consumo de proteína animal no Brasil é um impasse, na medida que a falta de conscientização causa a degradação do ecossistema. A primórdio, destaca-se que o uso de carne ocorre por uma questão cultural. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil é o sexto país do mundo que mais nutre-se com alimentos de origem animal. Nesse contexto, percebe-se que a comunidade não deixa os ‘’velhos’’ costumes. Entretanto, é de extrema importância ter conhecimento sobre as consequências da produção. Dessa forma, é preciso que a população seja conscientizada. A partir dos anos 1950, a produção e consumo de carne no mundo industrializado aumentou radicalmente. De um modo geral, o consumo parece ter estagnado. Nos Estados Unidos, a queda foi de 9% entre 2007 e 2012, graças às novas tendências alimentares e o aumento da preocupação das pessoas com a origem da carne. A produção de carne de aves para consumo tem aumentado consideravelmente. Até 2020, a produção chinesa deve crescer 37%; a brasileira, 28% e, nos Estados Unidos, 16%. Na Índia, é esperado um consumo 10 vezes maior, chegando a 10 milhões de toneladas até 2050. Uma das razões da carne de frango ser tão popular é seu preço. Sua produção gera menos custos porque aves são mais eficientes em comer que outras criações, como o gado. Influencia também o fato de a carne de frango não sofrer nenhuma restrição religiosa. Diante dos fatos mencionados, entende-se que o Poder Público deve tomar providências capazes de atenuar a problemática do consumo de carne. Nesse sentido, urge que o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, mude os cardápios escolares, retirando a proteína animal e disponibilizando refeições com legumes e verduras, por meio de projeto de lei entregue à Câmara de Deputados, com o intuito de incentivar os jovens se tornarem veganos ou vegetarianos. Dessarte, espera-se, com essa medida, ter novos hábitos alimentares e preservar o meio ambiente.