O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 19/08/2020

O vegetarianismo, apesar do que muitos pensam, não é simplesmente uma ideologia contra a alimentação de carne e sim contra o enriquecimento das indústrias que matam os animais com fins lucrativos. Por exemplo, não comprar qualquer produto da empresa Burger King também é um ato vegetariano, pois dessa forma, diminuem os lucros dos empresários. Porém, não é isso que acontece no mundo, todo ano toneladas de carne são vendidas e milhões de animais são mortos, consequentemente mais árvores são derrubadas e o aquecimento global piora.

Em primeiro lugar, para ser possível a produção de carne, é necessário um grande espaço, da mesma forma que é preciso de uma área enorme para plantações. Ou seja, para conseguir isso, ocorre o desmatamento. Desse modo, graças a gigante demanda por proteína animal, mais da metade da floresta amazônica já foi morta para dar lugar a pecuária.

Em segunda análise, outra consequência causada pela alimentação de carne é o aumento do aquecimento global. Evidentemente, as árvores são umas das grandes responsáveis pela troca de gases no planeta através da fotossíntese e como dito anteriormente, as árvores estão sendo derrubadas cada vez mais, ou seja, mais gás carbônico na atmosfera. Além do mais, não é só o dióxido de carbono que piora a situação, com a produção em massa de carne bovina, pelo fato das vacas liberarem muito gás metano (outro responsável pelo efeito estufa), a emissão desse gás também só aumenta.

Em suma, a dieta baseada em animais só traz malefícios para o meio ambiente e o ser humano já é evoluído o suficiente para conseguir sobreviver de forma saudável apenas com alimentação vegetal. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Saúde apoiar o Dia Mundial Sem Carne, um dia no ano inteiro em que ninguém come carne, e também encorajar propagandas que deem suporte aos produtos vegetais. Desse modo o impacto já será imenso.