O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 18/08/2020
No documentário “Cowspiracy: o segredo da sustentabilidade” dirigido por Kip Andersen, onde a indústria mais destrutiva do planeta hoje e investiga por que as principais organizações ambientais do mundo tem muito medo de falar sobre isso. Sendo assim, a criação animal é a principal causa de desmatamento, poluição e consumo de água. Certamente, é responsável por mais gases de efeito estufa do que a indústria do transporte e é uma das principais causas da destruição da floresta tropical, da extinção de espécies, da perda de habitat, da erosão do solo, das “zonas mortas” oceânicas e praticamente todos os outros danos ambientais. Contudo continua, quase inteiramente incontestável.
Portanto, todo padrão de consumo vem de uma prática pré-histórica e totalmente desnecessária nos dias de hoje, em proporções avassaladoras dos pontos de vista ético, ambiental e social. Na indústria do leite e do ovo, os filhotes machos não têm qualquer utilidade. Indubitavelmente, muitas unidades produtivas, os pintinhos são colocados vivos em uma esteira que desemboca em um triturador. Tal modo que, é uma espécie de quebra de fetiche. Fetiche no mesmo sentido que Marx usou para tratar-se do fetiche da ostentação. Logo, com o aumento da produção de soja e gado grande parte destinados à exportação e grandes empresas desmatam, escravizam, contaminam o solo e a água, consumindo boa parte dos recursos hídricos.
O Brasil ocupa o quarto lugar na escala mundial, sendo superado somente pela índia, URSS e EUA. Entretanto, é um dos países que exporta menos carne, pois as carnes principais de exportação eram a carne bovina e a carne suína. Ambas essas especialidades sofreram certos problemas específicos durante os últimos anos. Logo, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas no Brasil são abatidos cerca de 5,6 bilhões de animais por ano, contabilizando apenas bovinos, suínos e aves, ou seja, outros animais como peixes e outros não entram nessa conta.Diante dos crescentes impactos da agropecuária na saúde pública, meio ambiente e clima, o Greenpeace realizou uma pesquisa e publicou um relatório recomendando a redução de 50% no consumo de carne e derivados até 2050.
Diante dos fatos expostos, é possível perceber o caráter problemático do comportamento alimentício dos brasileiros. Desse modo, é necessário que o Ministério da Agricultura (MAPA) estimule a produção de vegetais, frutas e grãos em pequenas e médias propriedades, a fim de criar maior oferta e diminuir o preço. Além disso, as escolas devem abordar esse assunto desde a infância, em palestras ou na sala de aula, para que a conscientização comece desde cedo. Assim, será possível a criação de uma população com bons hábitos alimentares e cientes das consequências dos “fast-foods”.