O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 18/08/2020
Em dezembro dos anos 2000, foi lançado “A fuga das galinhas”, uma animação que retrata um galinheiro, onde as aves que lá vivem tem uma vida curta e monótona, destinadas a produzirem ovos ou acabarem na panela. De fato, o desenho projeta a realidade dos hábitos alimentares da sociedade em que vivemos - já que, apenas no Brasil, 45,9 quilos de carne de frango são consumidos por habitante, anualmente, de acordo com uma pesquisa feita pela FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação).
Em primeiro lugar, deve se ficar claro que os hábitos alimentares são totalmente modelados pela cultura de uma organização social, ou seja, a transformação de um ser vivo para elemento central do prato foi e continua sendo uma construção cultural. Podemos citar a Índia, como exemplo, que diferente da Europa e dos EUA, é um país com grande percentual de veganos e vegetarianos, afinal, duas das suas religiões predominantes são o Hinduísmo e o Budismo, que pregam respeito e amor por todos os seres vivos, pensando na reencarnação.
Por outro lado, também há o fato de que a produção de carne é uma das atividades que mais devastam o meio ambiente - já que é um dos responsáveis por emitir gases poluentes para a atmosfera, acelerando os efeitos do aquecimento global, além de desmatar e incendiar a floresta Amazônica. Levando em consideração que, o Brasil é um dos produtores de carne bovina mais importantes do mundo, podemos perceber que estamos rodeados em um cenário mais preocupante do que o imaginado.
Em resumo, com base nos dados apresentados no texto, devemos tomar medidas rápidas para reverter o atual cenário em que vivemos e para isso, o governo pode incentivar, por meio de divulgações de dados em programas especiais e redes sociais, o povo brasileiro a substituir a carne por outras proteínas em algumas refeições. Com essa mudança nos hábitos alimentares, haverá menos produção de carne, logo, ajudaremos a Floresta Amazônica e mudaremos essa cultural construída.