O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 19/08/2020
O Brasil se consolidou como maior exportador de carne bovina e frango em 2019 segundo Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne, dado excepcional para a economia, entretanto é alarmante ao meio ambiente. Além de ser responsável por grande parte do desmatamento, a pecuária também está associada a intensificação do esfeito estufa. Outrossim, há a problemática social, em que reservas públicas são invadidas pelas fronteiras agropecuárias. É de extrema importância reduzir o consumo de carne no Brasil para colaborar com o desenvolvimento sustentável e social.
Mormente, a ocupação de terras ilegais, conhecida como grilagem, é uma prática frequente, povos indígenas e comunidades tradicionais são ameaçadas e expulsas violentamente para a expansão desenfreada da pecuária brasileira. Acerca disso, é integralmente prejudicial ao patrimônio histórico do povo, além de retirar aqueles que tem direito legítimo à ocupação. Ademais, essa expansão está integramente associada a danos ao ecossistema, já que as terras são desmatadas e utilizadas para pastagem, que após certo período, tornará o solo compactado, tornando-o degradado.
Conforme o Sistema de Estimativas de Emissões de Gases do Efeito Estufa, o setor pecuário é responsável por 17% dessas gases. Por meio da formação deles no sistema digestivo do boi, que emite metano para a atmosfera. Mas também provoca o desmatamento, para abrir pastagem e também queimadas de grandes áreas periodicamente para renovar a vegetação desses locais, corroborando para a elevação do efeito estufa e consequentemente intensificação do aquecimento global.
Em suma, conclui-se que a pecuária desenfreada no Brasil prejudica o meio ambiente e por conseguinte a sociedade. É perceptível que os danos ao ecossistema e a comunidade podem tornar-se irreversíveis caso políticas públicas não sejam providenciadas para fiscalizar esse crescimento desregulado que atende ao mercado consumidor ante sua população. Por meio de compromissos com os grandes produtores de carne, os Ministérios do Desenvolvimento e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento devem estabelecer medidas para a sustentabilidade da pecuária que visa as metas estabelecidas pela Agenda 2030 da ONU para o desenvolvimento sustentável e aumentar fiscalização e proteção à terras que são reservadas à comunidades tradicionais e indígenas.