O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 19/08/2020

O consumo de carne é desde sempre uma parte da vida alimentar da maioria dos humanos durante seu tempo de existência, mas com o tempo, as velhas práticas são substituídas por práticas mais eficientes, o que é conhecido como a chamada tecnologia. Nesse mesmo raciocínio é certo dizer que o atual hábito alimentar ligado ao consumo exagerado de carnes é mais que desnecessário, e só existe para satisfazer os gostos pessoais sem preocupação alguma com o meio ambiente, logo, não eficiente.

Primeiramente deve-se entender porque o consumo de carne atual é exagerado e desnecessário. De acordo com o Ministério da Saúde, o recomendável é ingerir entre 300 g e 500 g de carne vermelha por semana, mas uma velha pesquisa da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), os brasileiros devem consumir em 2017 em média 37,3 kg de carne bovina por pessoa, o que corresponde a aproximadamente 720 g, isso só em um país emergente/subdesenvolvido.

E ainda mais, não bastando comer exageradamente carne, ainda há o desmatamento feito para criação de gado, a chamada agropecuária provoca a redução da biodiversidade, extinção de espécies animais e vegetais, desertificação, erosão, redução dos nutrientes do solo, contribui para o aquecimento global, entre outros danos, só por retirar a cobertura vegetal em pró da criação de gado.

Em suma, o Governo Federal através do seu congresso nacional, deve criar uma lei que proíba o consumo exagerado de carne, e para normalizar essa lei, o governo distribuiria carteiras de consumo de carne, levando em consideração a quantidade de pessoas na família para limitar a quantidade de carne comprada no mês e assim fazendo as pessoas optarem por outros tipos de alimentos durante o mês.