O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 19/08/2020

“Enquanto os humanos continuarem a ser os destruidores de seres “inferiores”, eles nunca conhecerão saúde ou paz. Enquanto os humanos massacrarem os animais, eles matarão uns aos outros. De fato, aquele que semeia a semente do assassinato e da dor não pode colher alegria e amor.” Essa fala é de Pitágoras, filósofo grego que defendia o vegetarianismo pois acreditava que humanos poderiam reencarnar como animais e vice e versa. Atualmente, além dessas questões religiosas, o vegetarianismo e o veganismo se expandem para questões éticas e sociais: a crueldade e exploração animal e ecologia.

Em primeiro lugar, há no mundo 1,35 bilhão de bois e vacas. Criamos 930 milhões de porcos, 1,7 bilhão de ovelhas e cabras, 1,4 bilhão de patos, gansos e perus, 170 milhões de búfalos, somando tudo chegamos a um número de população animal praticamente semelhante à humana, que são destinados a servir de alimento para a população. É estimado que uma família brasileira com cinco pessoas consuma 40 kilos de carne vermelha por ano. Pensando que, a cada kilo de carne também se consome 15.500 litros de água, a questão ecológica se amplia cada vez mais.

Além disso, pessoas que consomem carne tem o índice maior para câncer e infarto, as duas doenças que mais matam no mundo, já que a carne vermelha é basicamente o músculo do animal envolto em gordura. Apesar de ser uma grande fonte de proteína para o corpo humano, a carne pode ser substituída por soja, por exemplo.

Em resumo, o Poder Público possui grande responsabilidade em alertar a população aos problemas em relação ao consumo de carne. O Ministério da Agricultura em junção com o Ministério da Saúde deveriam fazer campanhas e projetos em alerta a crueldade animal e de incentivo para que a população passe a pesquisar e entender de onde vem o seu alimento e avaliar se quer ser conivente com essa indústria.