O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 23/08/2020
Ao longo da trajetória da humanidade, a carne nem sempre foi integrante da sua dieta e há quem sustente que sua presença em nosso cardápio possa ser repensada ou até mesmo suprimida. Os primeiros hominídeos eram vegetívoros, alimentando-se de raízes, folhas e frutas. Porém, num certo estágio de seu desenvolvimento, eles começaram a comer as sobras de grandes carnívoros, o que foi benéfico para o aprimoramento do seu corpo, em especial do órgão que chamamos de cérebro. Depois de alguns milhões de anos, eles abandonaram a função de carniceiros e subiram o topo da cadeia alimentar, passando a serem considerados temidos predadores, fazendeiros de alimentos e domesticadores de animais. Mas a sociedade humana evoluiu novamente e assim o mundo se desenvolveu até uma sociedade global, e o cérebro humano que evoluiu as custas de carniça, depois carne e por fim carne cozida de animais domesticados e reproduzidos em massa, causou a morte e a extinção de tantas espécies. Mas será que este massacre diário é realmente necessário?
Nos dias atuais existe alguns movimentos que vem crescendo ao longo dos anos. pelos que não participam deste, são considerados ambientalistas ou até “frescos”. Os veganos e vegetarianos cortaram qualquer tipo de carne de suas dietas. em troca retiram as proteínas, principal componente encontrado na carne o qual é essencial para nossos corpos, de frutas e vegetais. Diariamente, centenas de quilômetros da amazônia são desmatados com o objetivo de liberar espaço para o cultivo de gado, numa ação totalmente predatória, incentivada pela nossa sociedade capitalista globalizada que, em função da oferta e procura, força cada vez mais haver produtores de carne para suprir o aumento de pessoas consumidoras de carne no planeta.
Mas, nem só de desmatamento vive os produtores de carne. Eles também mexem com genética. Graças a avanços recentes neste ramo, podemos ver situações como, por exemplo, a do Chester - uma galinha extremamente grande e desproporcional, que é resultado de diversos cruzamentos entre perus e galinhas. Por ter ficado grande demais, O Chester não consegue nem andar, sua vida é resumida a comer até ser abatido. Mas no fim do túnel sempre há uma luz, uma esperança, ela se apresenta em forma de carne, mas não do jeito que se conhece, carne sintética, produzida em laboratório com a mesma composição da original e uma vantagem, nenhum animal morreu para produzi-las, as proteínas e demais compostos necessários são extraídos de plantas. Infelizmente ainda não há êxito em criar esta carne, em função da pressão exercida pelo preconceito que rodeia o conceito de carne sintética.
Assim uma solução para este problema seria a uma transição gradual de carne normal para sintética assim tornando o consumo de carne mais sustentável.