O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 31/08/2020

A frase do pintor Leonardo da Vinci, que diz: “Haverá um tempo em que os seres humanos se contentarão com uma alimentação vegetariana e julgarão a matança de um animal inocente, da mesma forma como hoje se julga o assassinato de um homem”, retrata o cenário da hodiernidade, em que o número de vegetarianos e veganos tem tido um grande aumento. Nesse ínterim, a falta de conscientização da população em relação ao consumo exagerado de carne, ocasiona problemas ambientais, como o aquecimento global.

Primeiramente, os hábitos alimentares da contemporaneidade foram moldados a partir do “rápido e fácil”, como hambúrgueres, por exemplo.  Além disso, essas comidas possuem tal facilidade, por conta do baixo custo e sensação de saciedade. Desse modo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, mais de 45% da população brasileira apresenta obesidade, e conforme à revista Archives os Internal Medicine, fica vulnerável à diabetes e doenças cardiovasculares. Isso se dá pelo fato de que, sua grande quantidade de gordura saturada, está associada ao aumento do colesterol.

À vista disso, a produção de carne é responsável pela emissão de gases poluentes, que consequentemente, aceleram os efeitos do aquecimento global. Outrossim, a criação de animais aumenta o índice de desmatamento, extinção de animais, destruindo habitats e consoante à doutora Cynthia Schuck, o uso extensivo de terras e de recursos naturais pela pecuária resulta também da ineficiência energética na produção de alimentos.

Portanto, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Nessa analogia, ONGs, por meio de redes sociais, deverão ampliar e tornar cada vez mais acessíveis, propostas e informações sobre os malefícios da carne para o ser humano e para a natureza, com a finalidade de conscientizar a população. Apenas assim, o problema poderá ser gradualmente erradicado.