O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 23/08/2020
É estimado que há aproximadamente 2,5 milhões de anos atrás, a dieta humana mudou. Durante o longo período pré-histórico conhecido como paleolítico, os hominídeos que até então comiam folhas, raízes e frutas começaram a incluir a caça em seu cotidiano ao criarem os primeiros instrumentos de pedra. Desde então, a ingestão de carne é algo cultural e presente em todo o mundo, tendo se intensificado a partir dos anos 1950.
Em algumas culturas, o consumo de carne é tão frequente e cotidiano que há quem diga que uma refeição não está completa sem a presença desta proteína no cardápio. Na sociedade atual, entretanto, este hábito pode ser um problema: Não somente pelo fato de que a alta ingestão destes alimentos pode aumentar as chances de se ter um infarto ou até mesmo um câncer (segundo o Instituto Nacional do Câncer), mas também por uma questão ambiental.
O consumo de carne em grande escala faz com que cada vez mais áreas sejam desmatadas para a criação de pastos. No Brasil, 165m² são necessários para a produção de cada quilograma de carne bovina e a pecuária é o principal motivo para o desflorestamento da Amazônia.
Com dados tão alarmantes, por que tantas pessoas continuam insistindo no consumo desenfreado da carne? Muitos associam a importância do alimento ao seu percentual proteico, mas existem outros alimentos que podem substituí-lo em uma dieta, como algumas leguminosas e cereais integrais e tofu, muito usados por pessoas vegetariana e veganas.
Embora a carne seja um elemento importante na alimentação, é importante discutir sobre os impactos que sua produção trazem para o ambiente e para a saúde. É fundamental que a discussão seja levada para os mais diversos ambientes por ação de entidades que visem informar sobre o assunto. Outra solução seria a criação de outras iniciativas como o “Dia Mundial Sem Carne”, organizado pelo Greenpeace para incentivar a sustentabilidade.