O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 28/08/2020
Predomina-se ainda no Brasil duas convicções errôneas sobre o problema de hábitos de saúde alimentícia: a de que o consumo deve ser conscientizado pelos problemas ambientais e o debate de tais costumes à alimentação na sociedade atual. Sob tal ótica, a educação pública proporciona o descumprimento de uma disciplina básica estabelecido desde a juventude já que o mercado consumidor relacionado a produtos de origem animal necessita crescer. Sendo assim, uma discussão se faz necessária ao início de uma cultura de complicações ambientais e físico sociais incluso mundialmente.
Primordialmente, o consumo excessivo caracteriza-se como um complexo dificultador. Segundo dados do Ministério da Saúde, a obesidade cresceu quase 60% no país em dez anos, passando de 11,8% em 2006 para 18,9%, em 2016. Contudo, tais taxas vêm aumentando pelas causas de maus hábitos de origem da rotina trabalhista, de consequência, a falta de tempo torna os fast foods mais beneficiados ao “rápido e fácil”, aumentando em 80% a demanda global de carne em países de mais atividades de ocupações profissionais. Analogamente, desde os primórdios da Revolução Industrial tem existido uma evolução quanto à alimentação, visto que, a modernidade da industrialização tem causado impacto sobre a vida da sociedade e se tornando parte do cotidiano, fazendo com que acarretasse nos mais diversos problemas de saúde.
Ademais, evidencia-se que a alta ação de consumo de carnes prejudica ao meio ambiente. De acordo com a ONU, em 2050 o planeta terá quase dez milhões de habitantes, sob tal equilíbrio, a demanda pelo uso da carne animal, o resultado será o desastre total das florestas, solo e água pelos avanços pecuários. Em virtude disso, por contextos biológicos, a pirâmide ecológica teria que aumentar consequentemente os produtores, soja e milho, a cada ano, para que tais consumidores recebam a energia necessária ao peso que o mercado exige. Além disso, tal aumento acarretaria na destruição, não somente do meio ambiente, mas bem como, na própria humanidade, uma vez que o homem é seu próprio inimigo. Dessa forma, diante de tal contexto, cabe buscar fatores que favoreçam este quadro.
Portanto, faz-se necessário que o Governo crie leis que fiscalizem a qualidade dos alimentos sendo de menos impacto químico, de forma que a mídia também possa atuar diminuindo propagandas de alto teor aos maus hábitos em relação aos produtos que necessitam de mais informações nutricionais. Deste modo, será causado impacto sobre as famílias, para que se possa ter uma maior educação alimentar e criar consciência sobre tais atos, tendo por consequências, juntamente, o benefício à natureza. Somente assim, se poderá equilibrar o consumo da carne perante toda a sociedade.