O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 22/08/2020
A segunda metade do século XIX trouxe inúmeras mudanças ao meio social, político e econômico. No entanto, ao se tratar do consumo de proteína animal essas transformações também geraram mazelas. Sendo assim, fatores como a crescente demanda por alimento aliado ao impacto ambiental promovem desequilíbrios ambientais graves. Dessa forma, combater esse quadro é extremamente necessário.
A priori, observa-se a crescente demanda de proteína de origem animal pelo mundo. À vista disso, as grandes cidades globais, a exemplo dos Estados Unidos da América e China, lideram o ranking com diferenças de, aproximadamente, 49,8% de consumo de carnes, em comparação com os países do sul. Nesse sentido, embora o ser humano não esteja limitado ao consumo único de carnes a uma cultura ainda enraizada no ideário popular, uma vez que há uma extrema dificuldade na aceitação do consumo de outros tipos de alimentos, como comidas veganas. Dessarte, apesar do veganismo imitar grande parte do mercado alimentício, considerado normal, ainda há resistências em forma de preconceito. Além disso, destaca-se o impacto ambiental associado à produção da proteína animal. Nesse âmbito, o maquinário biológico necessita de uma série de componentes químicos para trabalhar e em consequência disso, mesmo os animais, produzem gases do efeito estufa – em pequenas quantidades -, como o Metano (CH4). Assim, ao produzirem uma enorme quantidade de animais a quantidade de CH4 no ambiente supera a o limiar do equilíbrio intensificando, ainda mais, os problemas ambientais. Logo, é dever social a atuação sobre a manutenção da vida na terra.
Portanto, é evidente que o consumismo de proteína animal possui alguns de seus frutos na demanda desses produtos e no impacto ambiental. A fim de sanar essa problemática, o Estado deve promover mudanças no ideário social, ao proporcionar ao público o conhecimento sobre outras meio alimentícios, por meio do uso de campanhas de cunho socioeducativas a fim de que seja passível uma mudança de hábitos alimentares. Outrossim, a sociedade precisa combater o consumismo, com o objetivo de reduzir a quantidade mazelas socioambientais.