O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 28/08/2020
O consumo de carne é perceptível em todos os lugares do mundo, é um costume cultural da maioria dos países inserir a carne em seus pratos tradicionais, o que se tornou algo rotineiro e normal. Até então, as áreas agropecuaristas tem crescido assim como a necessidade da população, entretanto, nas últimas décadas, este crescimento tem provocado a atenção de certos grupos sociais ao redor do mundo.
No Brasil, áreas de paisagens naturais tem sido tomadas por atividades pecuaristas, sendo considerado um dos países com maior exportações pecuaristas. Contudo, tem se tornado visível que este alto consumo e criação de carne não tem sido favorável tanto ao meio ambiente quanto as nossas vidas. O impacto da produção de carne tem sido alvo de comentários pois com a criação de gado e demais animais, é necessário espaço, alimento, recursos, enfim, o que leva as grandes empresas a desmatarem áreas e partes de florestas, fazer utilização da água e do solo- os quais acabam consumindo boa parte destes recursos hídricos-, entre outros. O que além de afetar a biodiversidade do nosso país, também afeta a nossa saúde, por conta da emissão de gases poluentes no ar.
Por isso o alto consumo e produção de carne deve ser algo debatido, onde a população consiga ver que não se trata de um movimento contra a pecuária, mas sim de repensamento de produções e consumo mais responsáveis, menos impactantes e mais leves. No Brasil, além dos impactos ambientais, também há os sociais, nos quais a pecuária está relacionada com a retirada de direito dos trabalhadores, povos indígenas e comunidades pressionadas pela expansão. Também há muitos brasileiros que fazem grande utilização da carne, comprando e consumindo em grandes quantidades, fato que também deve ser repensado, pois um adulto pode ingerir, de modo que o satisfaça, 400 gramas de carne.
Tanto o governo quanto as pessoas devem repensar sobre este assunto, frisando a relação com o meio ambiente no qual vivemos, onde os produtores procurariam um modelo menos impactante e mais saudável.