O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 24/08/2020
No livro A Revolução dos Bichos, de George O., a história ficcional retrata uma distopia na qual os animais se levantam e começam uma revolução contra sua exploração. No Brasil, mudanças na alimentação já são visíveis, porém, por questões tanto sociais quanto culturais, o consumo ainda é grande e a falta de conscientização ao adquirir a proteína acaba por causar degradação no ecossistema.
Primeiramente, vale ressaltar que o consumo de carne aumenta de acordo com a renda e o crescimento populacional. Conforme o G1, os países mais ricos e os de renda média, que tiveram um aumento econômico significativo, como o Brasil, são os que consomem mais carne. Além disso, o Ocidente e a Europa Ocidental consomem mais que o Oriente, no qual concentram-se muitos países pobres. Enquanto na Europa uma pessoa compra entre oitenta e noventa quilos de proteína animal, os nigerianos, por exemplo, não passam dos nove quilos.
Em consequência disso, a cultura da carne faz com a população de gado no Brasil seja maior que a de humanos, e sirva única e exclusivamente para provê-lo de couro, derivados de leite e proteína, além de outros alimentos e produtos. O processamento da carne se da de modo industrializado, o que resulta no desequilíbrio ecológico, a ponto de configurar-se como uma das principais causas do buraco na camada de ozônio e do aquecimento global. Mais água, mais produção de ração, mais desmatamento e gases metano.
Logo, sustentabilidade é algo que deve ser feito por todos, mas começado pelo Governo. Devemos pedir do Estado que forneça campanhas de conscientização visando mostrar o impacto da indústria, tanto na nossa vida como na dos animais que equilibram nosso ecossistema, a fim de que esses ensinamentos possam mostrar alternativas alimentícias para a população e o degradamento ecológico diminua.