O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 24/08/2020

Segundo Friedrich Hebbel, viver é tomar partido. Nesse contexto, o veganismo é um movimento político-social, que busca a libertação dos animais em defesa da vida e do meio ambiente.  Dessa maneira, não podemos dissociar o consumo de carne de práticas retrógradas. Sendo assim, os hábitos alimentares relaciona-se à preservação das matas e a consciência social de cada um.

Primeiramente, a produção de carne acelera o desmatamento na Amazônia e Cerrado. De forma que, as áreas florestais viram pastagens ou plantações de soja e milho, utilizados na alimentação dos animais. Por exemplo, a cada 1 quilograma de carne bovina produzida, são requeridos de 5 a 10 quilogramas de alimentos vegetais. Nesse sentido, é possível  notar que há um desperdício da área plantada.

Em segunda análise, “você é o que você come”, é uma máxima que fala sobre a alimentação ser um ato político. Por exemplo, o alimento ingerido irá afetar todo o ecossistema, pois há a liberação de CO2 com a derrubada de florestas, que virá a impactar no aumento do efeito estufa. Sendo assim, a alimentação é importante aliada de princípios éticos, que prezam pela vida das pessoas e do planeta.

Portanto, movimentos em prol dos animais visam não apenas a vida deles, como também a preservação de toda biodiversidade. Logo, o consumo de carne deve ser reduzido até que tal hábito seja abolido, pois é um ato político e de cuidado com a vida. Assim sendo, o Ministério da Educação deve trazer pautas sobre o tema com propagandas na mídia (televisão e internet) com ativistas ambientais, nutricionistas e outros especialistas, que trabalharão o consumo consciente, a preservação do ecossistema e bons hábitos através de uma abordagem clara e objetiva. Como resultado, os indivíduos poderão repensar os hábitos e ter mais consciência do impacto que causam na Terra.