O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 24/08/2020

O livro “A Revolução dos Bichos” de George Orwell conta a história de uma fazenda, onde os animais são os personagens centrais da narrativa, eles possuem características humanas e se organizam para realizar uma revolução contra o fazendeiro e o “sistema”. Nesse contexto o porco, conhecido como Major, faz a seguinte reflexão ao dar o pontapé inicial do movimento: “O homem é a única criatura que consome sem produzir […] Mesmo assim, é o senhor de todos os animais. Põe-nos a trabalhar, dá-nos de volta o mínimo para evitar a inanição e fica com o restante…” Nesse contexto podemos analisar que os hábitos alimentares da sociedade sobrecarregam os animais, o meio ambiente e até mesmo a estrutura social dos homens. E com isso a fauna e a flora são os que mais sofrem com os péssimos abitos da raça humana.

Como o consumo de carne se tornou um hábito diário, a demanda cresce a cada ano que passa, e portanto ao observarmos as consequências dessa saturação é possível perceber que nosso planeta não tem estrutura para continuar com tal prática. A forma que utilizam para manter a quantidade necessária de carne é com o uso de artifícios, que fazem com que os animais cresçam de forma anormalmente rápida, causando lesões e doenças que também podem ser transmitidas aos que consomem a carne do animal. Além disso hoje em dia os abatedouros utilizam de métodos cruéis para assoar os animais, antes eles ainda são mutilados e mal tratados, e muitos também acabam morrendo antes de serem abatidos por conta das péssimas condições que vivem.

Ademais, comer carne gera cerca de quarenta por cento mais gases do efeito estufa do que todos os sistemas de transporte do mundo, ou seja, a diminuição do consumo seria benéfica para o planeta, para os animais e para a saúde da população. Contudo as indústrias de carne não parecem se importar, pois continuam sendo um dos principais emissores de gases poluentes.

Desse modo é imprescindível que os países com maior produção de carne sejam mais restritivos em relação a abertura de mais abatedouros, criadouros e industrias de carne. Além de incentivar a conscientização da população, por meio de informativos tanto nas redes sociais como na televisão, pois muitas pessoas ainda não tem noção do quão grave a situação pode se tornar. Acordos entre países podem ser uma alternativa para que os continentes mantenham um número máximo de produção de carne, e consequentemente diminuir a produção de gases poluentes. Assim protegeremos os animais, o meio ambiente e as gerações futuras.