O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 25/08/2020

Para o sociólogo francês Émile Durkheim, o individuo só poderá agir na medida em que prender a conhecer o contexto em que está inserido.Nesse sentido, na hodiernidade o consumo desenfreado de carne tornou-se uma ameaça ao meio ambiente, isso se deve a uma radicalização dos defensores do não consumo e a pouca informação que é dada para os mais jovens.

A princípio, parte do problema para a redução do consumo de carne é culpa da parcela mais radical do movimento que tenta usar da morbidez para convencer, por exemplo dizer que estão consumindo cadáveres.Desse modo, cria-se uma aversão de parte da sociedade a essa discussão que é de uma importância imperiosa e de certa forma urgente.Assim, é necessário que o assunto seja abordado de forma mais cautelosa e menos emocional.

Além disso, os impactos a curto e longo prazo do aumento do consumo que é proporcional ao aumento da população mundial não é discutido e nem ensinado nas grades curriculares.Consequentemente, as novas gerações não tem contato com essas informações durante a formação de suas opiniões e noções de mundo.Nesse contexto, a teoria de Émile Durkheim de que a escola é uma das instâncias da socialização.Logo, é vital apresentar não só o conteúdo, mas também noções de cidadania e senso crítico se encaixa perfeitamente nesse caso.

Portanto, é notório que a forma como se aborda e quando se aborda são os principais empecilhos para a discussão sobre os hábitos alimentares.Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Saúde promoverem palestras trimestrais, as quais devem ser realizadas no período da noite, para que os pais dos alunos também possam estar presentes essas palestras devem conter especialistas da área, os quais devem mostrar os dados de forma estatística.Além disso, deve-se incluir na grade de Geografia durante o ensino médio as consequências do consumo de carne no planeta.