O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 26/08/2020

No final do século XVIII, acreditava-se que iriam faltar alimentos no mundo- o estudioso Thomas Malthus era grande defensor dessa teoria. No entanto, Malthus não previu em sua época, que a oferta de alimentos pudesse ser suprida com o avanço tecnológico. Sob essa ótica, é de relevância discutir a cerca dos padrões alimentares presentes na sociedade contemporânea e seu forte impacto para a saúde humana e preservação ambiental.

A princípio, a Revolução Verde promoveu uma transformação no campo e na sociedade, contudo o aumento na produção de alimentos não significou uma melhoria dos padrões alimentares. Nessa perspectiva, o consumo por carne- especialmente vermelha é incentivada pela indústria alimentícia e pela agropecuária. Consequentemente, os impactos do capitalismo exacerbado podem ser vistos, no aumento da devastação de florestas, aquecimento global e incêndios florestais que diminuem os ecossistemas locais e a sobrevivência não só dos animais, mas também das sociedades humanas que usufruem dos recursos naturais deste meio ambiente.

Ademais, a falta de consciência crítica dos indivíduos, corrobora para que estes impactos sejam maiores, inclusive na própria saúde humana. Nesse viés, o exagero no consumo de carne, pode equivaler a uma queda da expectativa de vida- de acordo com dados da OMS( Organização Mundial da Saúde), a chance de desenvolver neoplasias, como o câncer, equivalem a uma risco de 18% para carne processada- linguiça, bacon e presunto, enquanto para carne não processada, contribui para o risco de neoplasia pancreática.

Logo, fica evidente que o exagero no consumo de carne contribui com efeitos danosos para o meio ambiente e saúde humana. Sendo assim, é papel do Ministério do Meio Ambiente, promover campanhas que condicionem os agropecuárias e a indústria a diminuírem os riscos ambientais, por meio de uma cota de produção bovina para cada estado. Além do mais, é útil o papel de ONGS e mídias alertarem com campanhas, os indivíduos sobre os riscos para a saúde humana de consumir regularmente e sem precedentes a proteína. Com isso, espera-se que a formação de uma sociedade crítica que preserve seus recursos naturais e melhore seus hábitos alimentares.