O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 26/08/2020
Carne e cultura
Sujeitar os animais a situações incrivelmente horrorosas usando como justificativas fatores “biológicos”, “evolutivos”, e “nutricionais” é tão válido cientificamente quanto os argumentos que justificaram por séculos (e ainda persistem em alguns lugares) a escravidão dos negros, a perseguição aos judeus, a discriminação das mulheres, a proibição religiosa da doação de órgãos, medula, transfusão de sangue, métodos contraceptivos, etc… Comer carne é cultural. Dá ao ser humano, que antes era limitado ao branco, europeu, rico (tudo no masculino), a sensação de controlar as outras espécies que compartilham a vida neste planeta. A mesma sensação que sustenta os fanatismos religiosos, a opressão de regimes absolutistas e surtos de histeria coletiva que acabam em manchetes sangrentas e escandalosas no nosso dia-a-dia de banalização moral.
Como esperar que um povo compreenda o absurdo de condenar milhões de vidas inocentes à dor e sofrimento? É cultural. Soa cármico. Em algum lugar deve estar escrito, sob assinatura de forças divinas, que quem não tem dinheiro (e isso inclui animais humanos e não-humanos) nasceu fadado e condenado à gula mercenária desse estranho animal que mata e deixa morrer por prazer.
A carne é a base alimentar da geração atual e que esse fato traz consigo discussões sobre suas respectivas consequência para o meio. Portanto, as indústrias alimentícias atuais deve investir em opções variadas de produtos orgânicos, associado há uma boa campanha publicitaria de divulgação desses, com o intuito de oferecer um produto real, de qualidade e sustentável. Além disso, as mídias deve fazer proliferar as condições de produção de carne visando tanto a parte ambiental como animal, com a finalidade de alertar a população da situação existente permitindo a reflexão de tal. Dessa forma, pode alcançar o vislumbre de um futuro mais humano e sustentável.