O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 27/08/2020

Entre 1990 e 2005 o rebanho bovino brasileiro aumentou de 147 milhões para 207 milhões de cabeças - IBGE, 2006. Desse modo em 2004 o Brasil se tornou o maior exportador mundial de carne bovina. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil atualmente é o sexto país do mundo que mais nutre-se com alimentos de origem animal.

A animação “A fuga das galinhas” manifesta de forma clara a situação animal quanto ao consumo humano, assim como o impacto desse no ambiente. Sob esse prisma, nota-se que o consumo de carne está em questão, principalmente no que tange os costumes alimentares da sociedade atual e suas sequelas. Ademais, a preservação ambiental associada à luta pelos direitos animais são alvos principais da discussão apontada.

A priori, a violação da palavra preservar no que diz a respeito do meio ambiente, tornou-se importante e bastante discutido, além de válido nos debates acerca do assunto exposto. Nesse sentido, Paul Watson, cofundador do Greenpeace, resinifica o termo inteligência como uma inclinação das espécies de viver harmonizadas com o meio ambiente, o que demonstra o real papel na conservação ambiental além de confirmar a seriedade do assunto. Em síntese, a produção intensa de carne para o consumo gera uma devastação ambiental, visto que a pecuária é a atividade que mais contribui para o desmatamento na Amazônia, ocupando 65% da área desmatada, segundo o estudo recente do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia).

A posteriori, a luta pelos direitos dos animais toma proporções cada vez maiores em defesa da vida e preservação de todos como “produtos’’ do sistema atual, além de ganhar destaque no que discerne ou consumo da carne em questão. Em suma, no que se lê ao assunto em questão, os hábitos alimentares da sociedade atual pautada na proteína geram a morte de milhões de animais bem como o aumento de atividades de caça ilegais.

Portanto, as indústrias alimentícias atuais devem investir em opções variadas de produtos orgânicos, associado a uma boa campanha publicitaria, com o intuito de oferecer um produto real, de qualidade e sustentável. Inclusive, as mídias devem proliferar as condições de produção de carne visando tanto a parte ambiental como animal, com a finalidade de alertar a população da situação existente permitindo a reflexão de tal. Dessa forma, pode alcançar o vislumbre de um futuro mais humano e sustentável.