O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 29/08/2020
Reduzir o consumo de carne salvaria a vida de muitos animas e preservaria muitas florestas. A maior parte das pessoas não consegue se alimentar sem carne, e muitos a comem em excesso. Para que não falte carne no prato, florestas são desmatadas para garantir a produção de soja e, assim, alimentar o gado. Além disso, a quantidade de animas mortos para serem consumidos é altíssima. Eles nascem e são criados para isso, levando uma vida triste e miserável.
Médicos argumentam que o consumo excessivo de carne piora doenças crônicas e cardiovasculares, como também causa alguns tipos de câncer. Cientistas apontam que a média de consumo de carne por pessoa também não é praticável com o crescimento da população global, trazendo prejuízos para os recursos hídricos, florestais e também para o clima. Atualmente, a ONU também pede redução para evitar crise alimentar e 16 países da Comissão EAT-Lancet indicam cada vez mais o consumo de alimentos de origem vegetal para futuro.
No Brasil, já temos mais cabeças de gado do que cabeça de gente, com 218 milhões de bovinos versus 208 milhões de brasileiros. Segundo informações do IBGE, em Goías, há três vezes mais gado que pessoas. O problema então passa a ser social e político: queremos um governo que cuide dos brasileiros mais que de bovinos, mas parece que estamos permitindo que bois tenham mais força política que nós todos juntos.