O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 31/08/2020

Expansão e instabilidade são duas palavras que definem bem o momento atual sobre o consumo de carne no mundo. O surgimento do agronegócio e de novas tecnologias possibilitou meios de produção mais rápidos e eficazes para a pecuária, beneficiando o ser humano. Por outro lado, essas inovações trouxeram com elas impactos devastadores no meio ambiente por conta da ingestão excessiva de carne pelo homem. As novidades para o setor de alimentação são úteis, mas possuem péssimas consequências.

Seguindo o raciocínio, a produção de proteína animal tem um efeito extremamente cético sobre a natureza, sendo a pecuária responsável por 60% do desmatamento da floresta amazônica e por boa parte das emissões de gases na atmosfera. Segundo Carlos Esteves, jornalista da revisa Expresso, “tudo isso é reflexo do capitalismo desenfreado, que consome o mais que pode, como se não houvesse amanhã, dia após dia”.

Além do apresentado, de acordo com a ONU, em 2050 o planeta terá nove bilhões de habitantes. Se quisermos adquirir essa demanda de carne seguindo os mesmo padrões sociais sobre o consumo atual, o resultado será a extinção de florestas, água, e um solo fértil  pelo avanço da pecuária.

É claro que o agronegócio oferece benefícios, porque representa cerca de  21,4% do PIB brasileiro segundo o jornal CNA, mas não da para ignorar o contexto que os envolve, pois não adianta oferecer o recurso e não ter condições para mantê-lo.

Com base nisso, uma opção seria o governo incentivar propagandas que estimulem a população diminuírem o consumo de carne ao passar dos anos, para haver um futuro promissor  e ecológico no planeta, que se torná cada vez mais necessário nos dias de hoje.