O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 03/09/2020
A teoria proposta por Charles Darwin, da evolução das espécies, expõe que a linhagem mais adaptada ao meio sobrevive. Sob este prisma, a espécie humana, intelectualizada, se impôs aos demais gêneros, dominando-os. Prova disso, é a manutenção de animais em abatedouros para consumo populacional. Diante disso, cabe analisar se essa prática pode causar consequências maléficas ao meio ambiente e aos seres humanos.
Primeiramente, devido aos fatores históricos e culturais, países subdesenvolvidos, dominam a esfera agropecuária exportadora. Por exemplo, a economia do Brasil, baseia-se em agronegócios, sendo assim, grandes áreas territoriais são destinadas à esse trabalho, o que equivale ao desmatamento florestal. Logo, essa ação proporciona a extinção da fauna e da fora local, causando desequilíbrio, que afetará o habitat de outras naturezas, assim como a base da cadeia alimentar.
Ademais, outro questionamento é sobre os efeitos da carne animal no organismo. A propósito, o documentário A Carne é Fraca, do Instituto Nina Rosa, evidencia o aumento do cortisol no metabolismo do animal antes da morte; Quando um indivíduo ingere essa carne, ele elevará os níveis desse hormônio, causador do estresse, isso pode influenciá-lo tanto no sono, quanto no mal funcionamento dos rins e coração. Além disso, tal produção emite gases de efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento global e destruição da camada de ozônio, essencial para a vida na Terra.
Destarte, a demasiada cultivação de zonas agropecuárias é agente parasitológico na preservação do ecossistema. Nesse sentido, Paul Watson, diretor da fundação Green Peace, proferiu que “inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente”. Portanto, afim de criar esse equilíbrio, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, deve preparar uma lei que fiscalize porções de terras, colocando fiscais nas balizas das regiões, como garantia de não ultrapassar dado limite, com a função de diminuir o desflorestamento. Outrossim, a Associação Brasileira de Empresas de Rádio e TV, deve garantir a cognição desse tema à população, por meio de seus veículos, para que a população não se torne leiga.