O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 02/09/2020

O consumo de carne pode ser notado no comportamento desde a pré-história, como forma de sobrevivência. Contudo, milhares de anos após ter se desenvolvido uma agricultura e a desnecessidade da ingestão de carne, o ser humano insiste nesse hábito (e nessa indústria, que se tornou uma das mais lucrativas do mundo), mesmo com todo malefício que isso traz à saúde e à natureza.

É importante ressaltar dados pouco divulgados que comprovam tais malefícios: a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) confirma que as atividades primárias que mais contaminam a água são agricultura e pecuária. Além disso, a Organização Mundial de Saúde expõe a carne processada ao lado do cigarro quando se trata de poder cancerígeno.

Estas, são apenas duas das diversas pesquisas que confirmam a letalidade da carne. Certamente há a indagação do porquê esse dados não são popularmente conhecidos. Inegavelmente a resposta deve ser: porque a alimentação é, também, um ato político! Para exemplificar, o Congresso Nacional tem 594 parlamentares e cerca de 43% deles são signatários da chamada “bancada ruralista”, ou “Frente Parlamentar da Agropecuária”, o que demonstra, de forma superficial, o poder que os grandes empresários da pecuária têm sobre o povo e seu cotidiano.

Logo, com o conhecimento de que o Estado está nas mãos de quem lucra com a pecuária, é preciso saber que o único que pode combater isto é o próprio povo. Portanto, entidades como as ONG’s e mídias populares devem fazer o chamado “trabalho de base”, conscientizando, principalmente, quem não tem largo acesso a informação, por meio de publicidade em locais de grande movimentação e mobilização ativa nas redes sociais, a fim de que a população, aos poucos, abandone este hábito tão nocivo.