O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 09/09/2020

O documentário, A Comida Importa, discute sobre as consequências do consumo desenfreado de carne no meio ambiente. Ao refletir a respeito do consumo de carne, no século XXI, a problemática ocorre em virtude do grande consumo, o qual a natureza não comporta, por conseguinte gerando inúmeros problemas ambientais, como o desmatamento e aquecimento global. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.

A princípio, torna-se possível perceber, que o Brasil é um dos maiores exportadores de carne do mundo. Diante disso, percebe-se que desde os processos denominados “revoluções industriais”, o mundo tem priorizado produtos e mercado em detrimento de valores humanos essenciais. De maneira análoga, identifica-se, a carne entrou na dinâmica produtivista e da sociedade de consumo, sem se importar com a saúde dos animais e da população. Em suma, de acordo com o relatório publicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) o consumo em excesso de carne possui maior risco de contrair o câncer.

Desse modo, o consumo exacerbado influência diretamente para problemas ambientais. Segundo, a ecóloga e ex-diretora do museu Ima Vieira, cerca de 80% do desmatamento na região amazônica é em decorrência da atividade pecuária. À vista disso, nota-se, que o fogo é empregado em atividades agrícolas para limpar o terreno, para abrir espaço para o gado. Seguindo essa linha de pensamento, verifica-se que é nocivo para o meio ambiente, já que a Floresta Amazônia faz parte do ciclo de chuvas no Brasil e o desmatamento constante corrobora para o aumento do aquecimento global. Logo, o aquecimento global influencia na temperatura do ambiente e principalmente no derretimento acelerado das geleiras.

Por conseguinte, fica claro que, ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que o governo em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente, fiscaliza rigorosamente os desmatamentos na Amazônia, de modo que venha a garantir a saúde e vitalidade da floresta para com as gerações futuras, com o objetivo de diminuir os efeitos climáticos no planeta. Conforme já dito pelo ativista Nelson Mandela, educação é capaz de mudar o mundo. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas, em praças públicas, ministradas por biólogos e nutricionistas, que discutam o combate ao consumo de carne em excesso, de forma que o tecido social se desprenda de certos tabus e não caminhe para um futuro degradante.