O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 09/09/2020

Visivelmente, os impactos causados pela problemática do consumo de carne no Brasil e o desacordo com os direitos animais garantidos pela constituição são obstáculos a serem superados. Entetanto, a falta de discussões sobre o assunto, impossibilita a busca por soluções. Nesse viés, sobre a indústria da carne, cabe analisar dois fatores: como o excesso é prejudicial para a saúde e os malefícios ambientais.

Em primeiro plano, a rotina de comer carne é uma herança primitiva, pois a proteína era o principal repositor energético do metabolismo humano na antiguidade. Segundo Hipocrates, filósofo e pai da medicina, o alimento deve ser como um remédio, contudo o consumo exacerbado de carnes causou um desequilibrio na produção e permitiu o uso de hormônios para atender a demanda de compradores. Logo, os cidadãos estão expostos à doenças hormonais, cardiovasculares e cancerígenas, ou seja, a ingestão deste alimento causa discordância das recomendações médicas.

Em segundo plano, a expansão do agronegócio contribui para o desmatamento da floresta amazônica e de outros biomas brasileiros. O principal modo de criação de gado usado na atualidade é o extensivo, uma vez que os gastos são reduzidos. Em contrapartida, tal criação, necessita de uma grande área territorial. De acordo com o filósofo, John Dewey, somente pensamos quando confrontados com o problema, nesse contexto, ao  estudar  como funciona a indústria alimentícia, percebe-se que a produção em larga escala causa impactos negativos para o meio ambiente.

Infere-se, portanto, que os hábitos alimenticios devem ser mudados.  Assim, compete ao Ministério da Saúde e da Educação promover uma re-educação alimentar, por meio de palestras e consultas clínicas, uma vez que é necessário uma fonte alternativa de proteína, com o objetivo de conscientizar a população sobre os efeitos negativos  e para diminuir o consumo carnívoro.