O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 09/09/2020
Alimentação. Consumo. Preocupação. Essas são algumas das palavras que definem o atual cenário do setor pecuário no Brasil e no mundo, o qual possui uma demanda muito maior do que a décadas atrás. No que tange ao consumo de carne como questão social, pode-se pontuar os seguintes problemas: o escasso controle de qualidade por conta da alta produção e os impactos causados no meio ambiente em decorrência do crescente mercado consumidor.
A priori, é imperioso destacar que os cuidados com o processamento dos alimentos são inversamente proporcionais a quantidade de sua procura. Segundo o filósofo Confúcio, o homem joga sua saúde fora para conseguir dinheiro; depois, usa o dinheiro para reconquistá-la. À vista disso, com o advento da globalização, o mundo tem acesso facilitado ao mercado de carnes, aumentando a compra e diminuindo o padrão de qualidade. Sob esse viés, compreende-se que a alimentação baseada, principalmente, em torno dessa mercadoria deve ser repensada.
Ademais, esse efeito negativo também se evidencia na exploração da natureza para a expansão desse comércio. A destruição em massa da floresta amazônica direcionada à construção de novos campos para atividade pecuária e o uso indiscriminado de água no mercado pastoril – incluso no setor agropecuário, que integra anualmente 70% de todo o consumo mundial, de acordo com o documentário “flow: por amor a água” – afirmam que o lucro está acima do respeito e preservação das riquezas naturais. Logo, faz-se necessária a inversão desse cenário que promove a desumanização em função de interesses capitalistas.
Diante do exposto, urge portanto, medidas para a resolução do impasse. Desse modo, é preciso que o Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Economia intervenham na alta procura pelo mercado pecuário e que definam, por meio de um projeto de lei a ser entregue à câmara dos deputados, um limite máximo de compra de carne por pessoa, de acordo com a necessidade fisiológica de cada cidadão, no intuito de frear o consumo excessivo de carne e, assim, suas consequências.